ATUALIZADO: Ambulâncias com 10 venezuelanos feridos estão a caminho de Boa Vista

ATUALIZADO: Ambulâncias com 10 venezuelanos feridos estão a caminho de Boa Vista

ATUALIZADO 14H47

Duas ambulâncias, com 5 venezuelanos feridos em cada veículo, estão a caminho da cidade Boa Vista, capital de Roraima, na tarde desta sexta-feira (22).
Os dois veículos seguiram primeiro para o Hospital Délio Tupinambá, o único de Pacaraima, mas depois saíram com destino ao Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista, a 215 km da fronteira. 

Segundo Ivani de Moraes,técnica de enfermagem do hospital de Boa Vista, os dois veículos carregam 10 indígenas venezuelanos feridos, 5 em cada veículo.

Mulher indígena e marido morre, na fronteira da Venezuela com o Brasil (vídeos mostram que conflitos começam esquentar nas fronteiras)

Grupo tentava impedir passagem de blindados militares e foi reprimido, segundo relatos

Mulher  indígena e marido morre, na fronteira choque da Venezuela com o Brasil

Um grupo de 22 deputados de partidos opositores da Venezuela que está na cidade de Santa Elena, a 15 quilômetros da fronteira com o Brasil, denunciou nesta sexta-feira "uma brutal repressão militar a comunidades indígenas que estão colaborando para conseguir a abertura do canal humanitário". Segundo disse ao GLOBO a deputada Olivia Lozano, 12 indígenas foram feridos e uma mulher identificada como Zoraida Rodriguez morreu em um violento incidente perto de Santa Elena. O site Efecto Cucuyo informou posteriomente que o marido de Zoraima, Rolando García, também morreu.

A mulher falecida Zoraida Rodriguez, ela estava vendendo empanados, e estava na área onde o confronto ocorreu , a comunidade de Kumaracupay, enquanto os feridos são todos homens.

Os feridos  foram levados em uma ambulância para a cidade de Paracaima, um dos únicos veículos que conseguiu atravessar a fronteira na manhã desta sexta-feira, e de lá estariam sendo transferidos  para Boa Vista.

 — Estamos denunciado o governo Maduro por este ataque. Os indígenas estavam tentando impedir a passagem de blindados militares e foram brutalmente reprimidos  — assegurou a deputada da Assembleia Nacional (AN) presidida por Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino.

A deputada também informou que a comunicação na organização é "fatal" e que as comunidades indígenas estão "em guerra contra a usurpação" do regime de Nicolas Maduro , a quem a oposição considera strikeout ilegítimo ganhar uma eleição fraudulenta.

Por sua parte, o legislador Larissa Gonzalez disse em sua conta no Twitter que a comissão parlamentar designado para a fronteira brasileira para a ajuda humanitária vai para a comunidade Kumaracapay.

Juan Guaidó, auto-proclamado presidente interino da Venezuela com apoio do Parlamento, denunciou a repressão no Twitter. "Nossa solidariedade com eles. Não ficará impune".

Venezuela está passando por uma grave crise econômica que causou escassez de alimentos e medicamentos por cinco anos, e fica pior com o passar do tempo.

Em meio a essa situação, o chefe do Parlamento, Juan Guaidó, que tomou posse como presidente no comando do país, depois declarou-se a usurpação de escritório por Nicolas Maduro, tem priorizado a entrada de ajuda humanitária para a Venezuela.

Doações provenientes dos Estados Unidos e outras nações estão se reunindo pontos em países vizinhos da Venezuela e da Colômbia, o Brasil ea ilha de Curaçao.

Mas Maduro na quinta-feira ordenou o fechamento da fronteira com o Brasil e as ilhas dos Países Baixos, incluindo Curaçao, ao analisar se faz o mesmo sobre a Colômbia.

Posteriormente, Guaidó ordenou a abertura da fronteira com o Brasil e manter relações diplomáticas com as ilhas.

O Ministério de Relações Exteriores da Rússia e o da China afirmam que a entrada de ajuda humanitária na Venezuela pode gerar conflitos e provocar graves consequências. Os dois países são apoiadores do governo ditatorial de Nicolás Maduro.

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