Brasil coordena com EUA entrega de suposta "ajuda humanitária" à Venezuela.

Otávio do Rêgo Barros, porta-voz da presidência da República, anunciou, nesta terça-feira, 19, que o Brasil montará uma força-tarefa em Roraima, na fronteira com a Venezuela. O objetivo, segundo ele, é participar da entrega de “ajuda humanitária”, encaminhada pelo governo dos Estados Unidos, em coordenação com a oposição venezuelana, a partir de 23 de fevereiro.

A medida foi tomara após reunião na manhã desta terça 19/02, que reuniu, alé de Jair Bolsonaro, o vice-presidente general Hamilton Mourão; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre; o presidente da Câmara, Rodrigo Maia; o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli; os ministros da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo; da Casa Covil, Onyx Lorenzoni; da Secretaria de Governo, general Santos Cruz; e do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno

 Segundo Rêgo Barros, Roraima será um ponto de auxílio, ao lado de Cúcuta, na Colômbia. Ainda de acordo com o porta-voz, alimentos e remédios serão disponibilizados na capital, Boa Vista, e em Pacaraima, na fronteira com Santa Elena de Uairen, de acordo com informações do  Estado de S.Paulo.

Já o terceiro ponto de entrega da suposta ajuda humanitária fica nas Antilhas Holandesas, que reúnem as ilhas de Aruba, Curaçao e Bonaire. Entretanto, mais cedo, a Marinha da Venezuela anunciou que fecharia a fronteira aérea e marítima com o arquipélago caribenho.

Compromisso

Vladimir Padrino, ministro da Defesa da Venezuela, voltou a declarar seu compromisso com o presidente legítimo Nicolás Maduro e prometeu proteger a fronteira de “ameaças à integridade territorial venezuelana”.

 

O exército da Venezuela está "alerta" contra quaisquer violações de fronteira, segundo o ministro venezuelano da Defesa, Vladimir Padrino Lopez.


“A Força Armada permanecerá mobilizada e alerta ao longo das fronteiras (…) para evitar qualquer violação à integridade de seu território”, disse Padrino.

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O governo de Cuba vem alertando desde o dia 13 de fevereiro que os Estados Unidos pretendem “fabricar um pretexto humanitário para iniciar uma agressão militar contra a Venezuela” e denunciou voos militares na região do Caribe como parte dos preparativos.

John Bolton declarou em seu twitter

Quaisquer ações dos militares venezuelanos para confazer ou instigar a violência contra civis pacíficos nas fronteiras colombianas e brasileiras não serão esquecidas. Os líderes ainda têm tempo para fazer a escolha certa.

 

Craig Faller, comandante dos EUA Southern Comand: "esta mensagem é para os militares venezuelanos, você acabará por ser responsável por suas ações, façam a coisa certa" #Venezuela #

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MRE cubano acusa EUA de concentrarem tropas perto da fronteira venezuelana


Nesta terça-feira (19) o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou os Estados Unidos de concentrarem tropas perto da fronteira da Venezuela.
Anteriormente Rodríguez já tinha informado que aviões de transporte militares da Força Área dos EUA realizaram voos para as ilhas do Caribe, provavelmente sem os governos desses países estarem sabendo. Estes aviões decolaram de bases militares dos EUA, onde estão instaladas unidades de forças especiais e de fuzileiros navais "usadas para realizar operações secretas, incluindo operações contra dirigentes de outros governos".

Posso reiterar que conto com todos os dados que me permitem afirmar que estão sendo realizados voos de bases americanas, onde há unidades de operações especiais do exército e de fuzileiros navais usadas para desta natureza, em preparação de ações contra a Venezuela", disse Rodriguez em entrevista coletiva em Havana transmitida no portal Granma.

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Segundo o ministro cubano, esses voos nada têm a ver com a prestação de assistência humanitária à Venezuela, promovida por parte da comunidade internacional. 

Também no seu discurso, o ministro relatou que "o governo dos Estados Unidos continua exercendo pressão sobre os Estados membros do Conselho de Segurança da ONU para forçar a adoção de uma resolução que seria o prelúdio de uma "intervenção humanitária".

De acordo com Rodríguez, tal resolução inclui o diagnóstico de uma situação de violação da paz e segurança da nação venezuelana e insta todos os atores da política internacional a usar as medidas necessárias.

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