BRASIL E EUA TENTAM FAZER FORÇAS ARMADAS REJEITAREM MADURO.

O encontro entre os dois representantes diplomáticos serviu principalmente para discutir o colapso da ditadura de Nicolás Maduro na Venezuela e para preparar a visita do presidente Jair Bolsonaro à Casa Branca, em meados de março.

O chanceler brasileiro Ernesto Araújo disse que conversou com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, sobre maneiras de tentar fazer as Forças Armadas da Venezuela abandonarem Maduro, tirando do líder chavista sua principal base de sustentação.

O ministro Araújo também garantiu que não considera uma “opção militar” para dar fim ao regime vigente em Caracas, registra a ISTOÉ.

Além de Pompeo, Araújo se reuniu com o conselheiro da Casa Branca para Segurança Nacional, John Bolton.

“Discutimos apoio mútuo ao presidente interino da Venezuela, incluindo logística para fornecer assistência humanitária ao povo venezuelano”, disse o americano no Twitter.

Segundo Bolton, a aliança entre EUA e Brasil “está mais forte do que nunca”

O conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton, disse nesta terça-feira que as relações entre os Estados Unidos e o Brasil estão no seu melhor momento.

“A aliança Estados Unidos-Brasil está mais forte do que nunca”, twittou Bolton, após se reunir em Washington com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo.

Bolton foi a primeira autoridade americana a se reunir no final de novembro com o então presidente eleito Bolsonaro, um fervoroso admirador de Trump que não escondeu sua intenção de reorientar a diplomacia brasileira para Washington.

Bolton disse que na reunião desta terça-feira, na Casa Branca, conversou com Araújo sobre a situação na Venezuela.

“Nós discutimos o apoio mútuo para o presidente interino da Venezuela (Juan) Guaidó, incluindo a logística para fornecer assistência humanitária ao povo venezuelano”, escreveu Bolton.

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Guaidó foi imediatamente reconhecido pelos Estados Unidos e pelo Brasil em 23 de janeiro, quando, na qualidade de chefe da Assembleia Nacional, se autoproclamou presidente depois de considerar que o novo mandato de Maduro, iniciado dez dias antes, foi resultado de eleições fraudulentas e, portanto, “ilegítimo”.

Apoiado por cerca de 40 países que já o reconhecem no cargo, Guaidó redobrou nesta terça-feira sua pressão pela entrada da ajuda humanitária no país, desafiando Maduro, que a considera o início de uma intervenção militar dos EUA.

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