EUA ESTÃO PREPARANDO UMA INTERVENÇÃO MILITAR SEGUNDO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA RUSSO

Segundo Patrushev, a Venezuela não aceitou a ajuda humanitária americana porque entende que Washington planeja derrubar o presidente legítimo Nicolás Maduro.

"Manifestando sarcasmo e arrogância em relação ao povo venezuelano, os EUA estão preparando uma intervenção militar em um Estado soberano", disse ele em uma entrevista ao jornal russo Argumenty i Fakty.

Para Patrushev, "o envio das forças especiais americanas ao território de Porto Rico, o desembarque de unidades das Forças Armadas dos EUA na Colômbia e outros fatos revelam claramente que o Pentágono está reforçando seu agrupamento de tropas na região para usá-las na operação para remover do poder o atual presidente legitimamente eleito [Nicolás] Maduro".

"A grave situação humanitária no país a que se refere Washington foi causada precisamente pelas sanções e embargo americanos. Neste contexto, está sendo impingida sua ajuda humanitária", afirmou o secretário.

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Ele sublinhou também que a Rússia aceitou a proposta dos EUA para realizar consultas sobre a Venezuela, mas eles próprios "evitam-nas sob falsos pretextos, adiando os prazos acordados"

Conselho de Segurança da ONU se reunirá nesta terça-feira na Venezuela

Os Estados Unidos solicitaram uma reunião na Venezuela para terça-feira no Conselho de Segurança da ONU, segundo fontes diplomáticas.

O pedido dos EUA busca uma sessão aberta do Conselho de Segurança, que abordou a situação no país latino-americano em 26 de janeiro.

A petição dos EUA vem depois do regime de Nicolás Maduro o bloqueio no último sábado da entrada da ajuda humanitária organizada pela oposição com o apoio dos Estados Unidos e de outros países.

A situação foi analisada na segunda-feira, em Bogotá, em uma reunião do Grupo Lima, que inclui, entre outros, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence.

Segundo uma fonte diplomática, ainda não está claro quem representaria os Estados Unidos na sessão do Conselho de Segurança, cujo cronograma e detalhes ainda devem definir a presidência rotativa do órgão, que este mês ocupa a Guiné Equatorial.

Mourão: EUA não poderão usar território brasileiro em eventual intervenção na Venezuela.

O vice-presidente, Hamilton Mourão, disse nesta segunda-feira (25) logo após deixar a reunião do Grupo de Lima que o Brasil não vai permitir que os Estados Unidos usem o território brasileiro em uma eventual intervenção militar na Venezuela.
"Qualquer presença militar estrangeira dentro do território nacional tem que ser autorizada pelo Congresso Nacional. E o governo é contrário a essa posição", respondeu Mourão ao ser perguntado sobre o assunto durante uma entrevista à GloboNews.

EUA impõem novas sanções contra cidadãos da Venezuela
Durante reunião do Grupo de Lima na Colômbia, Mourão disse que acredita que a Venezuela pode retornar ao “convívio democrático” sem que para isso seja necessária a adoção de medidas extremas, ao mesmo tempo que reiterou o compromisso do Brasil com a paz no Hemisfério Ocidental.

“O Brasil acredita firmemente que é possível devolver a Venezuela ao convívio democrático das Américas sem qualquer medida extrema”, afirmou Mourão ao Grupo de Lima.

Em publicações em sua conta no Twitter, Mourão também defendeu uma solução pacífica para a crise venezuelana “sem aventuras”.

“Vamos manter a linha de não intervenção, acreditando na pressão diplomática e econômica internacional para buscar uma solução pacífica. Sem aventuras. Condenamos o regime de Nicolás Maduro e estamos indignados com a violência contra a população venezuelana”, escreveu o vice.

Grupo Lima pede ao TPI que considere a "grave situação" na Venezuela

Grupo Lima na segunda-feira pediu ao Tribunal Penal Internacional (TPI) para "tomar em consideração" a "grave situação da Venezuela e negação de acesso à assistência humanitária, que constitui um crime contra a humanidade."

Isso decorre da resolução adotada ao final da reunião em Bogotá, texto lido pelo ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Carlos Holmes Trujillo.

"A negação do acesso à assistência humanitária constitui um crime contra a humanidade, no caso de procedimentos que avançam sob o pedido apresentado pela Argentina", disse o grupo no texto.

"De Bogotá nós prendemos o usurpador Maduro qualquer ação violenta contra Guaidó, sua esposa ou sua família, que se tornaria não só um crime, mas resultaria em uma situação internacional que forçá-los a agir coletivamente o Grupo de Lima vai a todos os mecanismos legais e políticos ", disse o ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Carlos Holmes Trujillo.

    A REUNIÃO DO GRUPO

presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó disse segunda-feira na reunião de Lima que seu país "não há dilema entre guerra e paz", porque é a paz que deve "prevalecer", citado pela EFE.

"Não é uma questão de democracia ou ditadura, não há dilema entre guerra e paz, é a paz, a proteção dos cidadãos que deve prevalecer", disse ele em seu discurso na reunião.

Da mesma forma, afirmou que o governo de Nicolás Maduro "acha que bloquear a ajuda humanitária foi uma conquista" e que acredita que "normalizando a crise" o regime "poderá resistir".

"É importante que as pessoas saibam que os argumentos não são apenas a preocupação pela democracia, porque não há preocupação na Venezuela, ela está claramente agindo na recuperação da democracia na Venezuela e no respeito pelos direitos humanos", disse ele.

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, disse que o que aconteceu no sábado, na fronteira entre Colômbia e Venezuela não era um "movimento ousado de um líder triunfante", mas "ato desesperado de um tirano agarrados ao poder" em referência a Nicolás Maduro.

"O que temos visto nos últimos dias não foi uma jogada ousada de um líder triunfante, foi o ato desesperado de um tirano que se agarram ao poder através de tirania e intimidação", disse o vice-presidente em seu discurso na reunião do Grupo de Lima.

Pence disse na segunda-feira que na Venezuela "o socialismo está morrendo" e que "a liberdade e a prosperidade da democracia estão nascendo diante de nossos olhos".

"Na Venezuela, o socialismo está morrendo, a liberdade e a prosperidade da democracia renascem diante dos nossos olhos", disse ele em seu discurso na reunião do Grupo Lima.

Pence convocou os governos que apóiam o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a retirar seu apoio porque, de outro modo, eles ficarão "isolados no mundo".

"Não pode haver espectadores na Venezuela. Após a brutalidade que o mundo viu no sábado, pedimos-lhe que reconsidere apoio ao tirano. Junte o povo venezuelano e retirar o apoio para a Maduro regime", disse ele em seu discurso na reunião do Grupo de Lima.

Por sua vez, o presidente da Guatemala, Jimmy Morales, disse que seu país rejeita uma possível intervenção militar na Venezuela como saída da crise política, econômica e social que existe no país.

"Para Guatemala a solução da crise na Venezuela corresponde aos venezuelanos. Nós respeitamos os princípios da territorialidade e do princípio de não-intervenção, de modo rejeitar qualquer solução militar ou ameaça de uso da força", disse o presidente.

Além disso, Hamilton Mourao, vice-presidente do Brasil, afirmou que as sanções internacionais contra a Venezuela devem afetar o "regime de párias internacionais" corporificado pelo governo de Nicolás Maduro.

"A verdadeira amizade com a Venezuela deve ser espremido por uma forte mobilização do povo venezuelano, que não podem cuidar do peso das sanções, que devem influenciar o regime, referindo-los todos para o status de pária internacional, que é o que nós somos" , disse em seu discurso na reunião do Grupo Lima.

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