Fantástico leva ao ar matéria sobre carnes de laboratório e o futuro da alimentação mundial - VIDEOS

O programa Fantástico, da Rede Globo, levou ao ar nesse domingo (24) a matéria sobre a produção de carnes de laboratório. Com mais de 12 minutos de duração, a reportagem visitou algumas empresas pioneiras que estão criando carnes idênticas às animais a partir de cultivo de células em laboratório.

A equipe provou algumas dessas carnes e pôde comprovar que são produtos que realmente têm tudo para cair no gosto do público. A carne de laboratório é uma evolução tecnológica que permitirá que, no futuro, não haja mais criação de animais para consumo.

Bill Gates e Richard Branson investem em ‘carne artificial’

Empresa americana Memphis Meats recebe recursos para desenvolver e aumentar escala de produção

Em apenas dois anos talvez já seja possível pedir, e comer, um “hambúrguer de laboratório” numa lanchonete. Isto porque a startup americana Memphis Meats acaba de receber um aporte de US$ 17 milhões (cerca de R$ 54 milhões) que a empresa de capital de risco DFJ levantou junto a investidores como Bill Gates, o bilionário fundador da Microsoft, e Richard Branson, do grupo Virgin, além da gigante da área de agricultura e alimentação Cargill.

Ao todo, a Memphis Meats, sediada em San Franscisco, EUA, já levantou US$ 22 milhões (quase R$ 70 milhões) para desenvolver seu processo de fabricação do que chama de “carne limpa”, produzida diretamente a partir de células dos animais, sem a necessidade de criar e abater os bichos propriamente ditos. Até agora, a empresa já fabricou equivalentes às carnes de boi, frango e pato e pretende usar os recursos para continuar a desenvolver seus produtos e acelerar os trabalhos de aumento da escala de produção de forma a poder atender à demanda do mercado. Ela espera que assim seus custos de produção caiam para níveis comparáveis, e talvez até inferiores, aos da produção convencional de carnes.

Segundo a Memphis Meats, com os investimentos seu quadro de funcionários, que inclui chefs e cientistas, além do pessoal de administração e marketing, deverá quadruplicar. A empresa anunciou ainda que, se tudo der certo, sua “carne limpa” deverá chegar ao mercado global num prazo de dois a três anos. A primeira linha de produtos deverá incluir salsichas, hambúrgueres e almôndegas, todos em receitas desenvolvidas por chefs premiados.

“Estou extasiado por ter investido na Memphis Meats. Acredito que em 30 anos mais ou menos não precisaremos mais matar qualquer animal e que toda carne será limpa ou de origem vegetal, com o mesmo gosto e muito mais saudável para todos”, disse Branson em e-mail à agência de notícias Bloomberg.

Para fabricar sua “carne artificial”, a Memphis Meats começa isolando as células de vacas, porcos ou outros animais que têm a capacidade de se regenerar, fornecendo a elas oxigênio e nutrientes como açúcar e mineiras. Estas células então se desenvolvem em músculos dentro de tanques chamados biorreatores, podendo ser “colhidas” num prazo de nove a 21 dias e depois transformadas em hambúrgueres, salsichas ou almôndegas. Embora nenhum animal seja abatido na produção das carnes, a empresa usa tecido fetal retirado do sangue de novilhos não nascidos para dar início ao processo de fabricação da carne bovina, e de modo similar nos casos da carne de frango e de pato.

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Cientista japonês cria hambúrguer saudável de fezes humanas

Como uma alternativa para os vegetarianos, o hambúrguer de fezes humanas é pobre em gordura e rico em proteína

Algumas pessoas não comem carne por diversos motivos como saúde, meio ambiente ou apenas por dó dos animais. Pensando nisso, um cientista japonês, chamado Mitsuyuki Ikeda, achou mais uma alternativa para a alimentação dos vegetarianos.

Segundo o site Forever Geek, ele fez uma espécie de hambúrguer de soja, porém, usando fezes humanas. Ikeda extraiu proteínas e lipídios dos resíduos humanos e transformou em uma espécie de carne que, ao adicionar sabor, parece um hambúrguer de soja.

De acordo com o site, o hambúrguer é pobre em gordura, mas deve custar bem mais caro do que um pedaço de carne convencional, adquirido no McDonalds, por exemplo. Assim, ele é saudável para o corpo e bom para o meio ambiente.

Depois da invenção do sorvete de leite materno, nada mais natural do que o desenvolvimento de uma proteína feita de fezes.

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