Simulação no Pinheiro, em Maceió, vai definir tempo de evacuação em caso de desastre

Simulação no Pinheiro, em Maceió, vai definir tempo de evacuação em caso de desastre

Ação será no dia 23 de fevereiro, às 15h; objetivo é treinar moradores de áreas mais críticas a deixarem região em até 45 minutos. Ação faz parte do plano de contingência para a região.

A Defesa Civil de Alagoas informou, em uma reunião para detalhar o plano de contingência no Pinheiro, em Maceió, que haverá uma simulação de evacuação das áreas mais críticas do bairro no dia 23 de fevereiro, às 15 horas. O objetivo é planejar o tempo de retirada da população em caso de desastre.


Rachaduras têm surgido em ruas e imóveis do Pinheiro desde o início de 2018, após um período de chuvas seguido de um tremor de terra. Desde então, especialistas estudam a região para tentar descobrir as causas do problema.

"Gastaremos 45 minutos para retirada da população. Tudo será cronometrado. Olheiros estarão monitorando, para avaliar o que está errado", afirmou o coordenador da Defesa Civil, o tenente-coronel Moisés Moisés.


"Ela [a evacuação] é só um dos planos do plano de contingência, porque ele já estava em prática, quando estávamos fazendo cadastro, leituras do terreno, visitas de cientistas. Mais de 200 estudiosos estão em Maceió fazendo estudos, o plano não é só tirar o povo do bairro, é o envolvimento de todos os órgãos. Salvar pela prevenção é o maior objetivo de todos nós", explica o coordenador.


O bairro tem cerca de 20 mil moradores, mas a Defesa Civil explica que, caso aconteça um afundamento maior do solo, as primeiras pessoas a serem retiradas do bairro são as que moram nas áreas vermelha e laranja. Por isso a importância do treinamento.

Simulação no Pinheiro, em Maceió, vai definir tempo de evacuação em caso de desastre


"Serão 600 pessoas no simulado. Alunos do Corpo de Bombeiros, Exército, para que possam estar presente para que possamos fazer esse simulado", explica o tenente-coronel Moisés.

 

Plano de contingência
 Simulação no Pinheiro, em Maceió, vai definir tempo de evacuação em caso de desastre
Será aberto em Maceió uma sala de alerta, ligada a órgãos no Rio de Janeiro e em Brasília, para monitoramento da situação e ativação, se necessário, do plano de contingência.


A Defesa Civil afirma que o monitoramento é constante para evitar uma tragédia, e que segue observando algumas condições específicas, com ações previstas a serem tomadas em cada caso:
 

Risco de aumento das fissuras - isso está sendo monitorado diariamente. Está sendo montada uma sala de alerta, monitorando o bairro o tempo todo, contratando satélite, cientistas.

Simulação no Pinheiro, em Maceió, vai definir tempo de evacuação em caso de desastre
Quando houver previsão meteorológica que apresente possibilidade real de ocorrência de eventos que possam causar danos à população - em caso de 53 mm de chuva, por exemplo, a equipe será acionada.
Quando forem constados danos humanos por técnicos das defesas civis ou do Estado de Alagoas.
 
Um grupo de WhatsApp dos moradores será criado para comunicação rápida com eles. Se houver necessidade de evacuação, todos serão avisados, assim como já acontece no município alagoano de Jacuípe, em que os moradores da cidade são informados do risco de enchente antes de o rio transbordar.

Esse plano de contingência é ativado pela Defesa Civil Estadual ou Defesa Civil Municipal de Maceió. Ocorrências pontuais serão gerenciadas, inicialmente, pelo coordenador operacional do Corpo de Bombeiros, pelo 193.
 
Segundo a Defesa Civil Estadual, o Cepa [Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas] será o ponto principal para reunir a população em caso de um novo tremor de terra, e também pode ser montado um hospital de campanha.
Há outros pontos de encontro definidos, como estacionamentos de grandes empresas localizadas em pontos estratégicos próximo ao bairro e também o terminal de ônibus do Sanatório.
Para os moradores mais próximos da encosta, chegando na região do Mutange, bairro vizinho, a orientação é direcioná-los para a Praça Lucena Maranhão e a sede do Instituto do Meio Ambiente (IMA).
A Defesa Civil explica que não será fechada a Avenida Fernandes Lima, principal da cidade, que passa próximo ao bairro, porque é por onde as viaturas das equipes de socorro vão precisar passar.
A coordenação geral dessas ações está sob responsabilidade do Governo do Estado, enquanto as Defesas Civil Municipal , Estadual e Nacional se encarregam da coordenação executiva.
O organograma do plano ainda envolve uma série de grupos de trabalho simultâneos, envolvendo o Exército, o Corpo de Bombeiros e vários ourtos órgãos do Estado, Município e da União.

Simulação no Pinheiro, em Maceió, vai definir tempo de evacuação em caso de desastre

Confira pontos de fuga em caso de alerta no bairro do Pinheiro, em Maceió
Ato todo são 6 pontos, desde o Cepa a estabelecimentos comerciais.

Simulação no Pinheiro, em Maceió, vai definir tempo de evacuação em caso de desastre

Em caso de alerta no bairro do Pinheiro, em Maceió, os moradores devem seguir pelas rotas de fuga (ruas), que levam a 6 pontos de encontro (veja abaixo) para receber atendimento. A medida faz parte do Plano de Contingência de Proteção e Defesa Civil (Placon).


As rachaduras têm surgido em ruas e imóveis do Pinheiro desde o início de 2018, após um período de chuvas seguido de um tremor de terra. Desde então, especialistas estudam a região para tentar descobrir as causas do problema.


Neste sábado (19), a Defesa Civil Municipal divulgou o Placon para a população. Na sexta (18), o plano também foi apresentado, mas em coletiva com a imprensa, órgãos competentes e comissão de moradores do bairro.
Confira abaixo os pontos de fuga:
 

  • Casa Vieira
  • Volkswagen/Hunday
  • Cepa
  • Sede do IMA/AL
  • Praça Lucena Maranhão
  • Terminal do Sanatório
     
    O Cepa [Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas] foi escolhido como o ponto principal para reunir a população em caso de um novo tremor de terra, e também pode ser montado um hospital de campanha.


Para os moradores mais próximos da encosta, chegando na região do Mutange, bairro vizinho, a orientação é direcioná-los para a Praça Lucena Maranhão e a sede do Instituto do Meio Ambiente (IMA).


Os demais pontos também foram estrategicamente posicionados para receber os 20 mil moradores do bairro.
A Defesa Civil explica que não será fechada a Avenida Fernandes Lima, principal da cidade, que passa próximo ao Pinheiro, porque é por onde as viaturas das equipes de socorro vão precisar passar.


O Placon só pode ser ativado pela Defesa Civil Municipal e/ou pela coordenação Estadual de Defesa Civil sempre que forem constatadas condições que caracterizem risco.
Para que os moradores saibam como agir caso o Plocon seja ativado, foi agendada uma simulação para o dia 23 de fevereiro de 2018, a partir das 14h. O objetivo é treinar quem vive em áreas mais críticas a deixarem região em até 45 minutos.

 

Especialistas podem pedir ajuda internacional para investigar causas das rachaduras no Pinheiro, em Maceió
Simulação no Pinheiro, em Maceió, vai definir tempo de evacuação em caso de desastre
Se até o mês de março não entendermos o que está acontecendo, não detectarmos o que vem causando esse fenômeno, buscaremos ajuda internacional", afirma o geólogo.

 Em entrevista ao Bom Dia Alagoas, o geólogo Thales Sampaio disse que já entrou em contato com geólogos britânicos.

 O geólogo Thales Sampaio, do Serviço Geológico Nacional, admitiu a possibilidade de pedir ajuda a especialistas de outros países caso não sejam identificadas as causas dasrachaduras no bairro do Pinheiro, em Maceió. A afirmação foi feita em entrevista ao Bom Dia Alagoas desta quinta-feira (17).

"Entrei em contato com equipes britânicas e americanas para ficarem de prontidão em caso de necessitarmos de auxílio. Estaremos prontos para recebê-los no Pinheiro. Se até o mês de março não entendermos o que está acontecendo, não detectarmos o que vem causando esse fenômeno, buscaremos ajuda internacional", afirma o geólogo.


Para Thales, o fenômeno é muito complexo e exige cautela por parte dos profissionais atuantes na força-tarefa, quanto à descoberta de possíveis motivos para o afundamento na região. Ele afirma ainda que não é possível saber se há uma grande cratera no bairro.


"Não posso dizer nada além disso, pois pode haver ou não. O posicionamento atual da equipe de geologia é de que não existe essa grande abertura, mas estamos nos estudos", destacou Thiago.


Segundo a Defesa Civil Municipal, 777 imóveis no bairro estão na área vermelha, considerada mais crítica, e 50% das famílias que moram nesses locais já foram retiradas.
Um relatório do Serviço Geológico Nacional alerta para a necessidade da criação de um plano de emergência para um eventual esvaziamento emergencial do bairro.
Na quarta (16), o Ministério Público Federal (MPF) disse que estuda apossibilidade da quebra de sigilo nas investigações sobre as rachaduras do bairro do Pinheiro.
Rachaduras têm surgido em ruas e imóveis desde o início de 2018, após um período de fortes chuvas, seguidas de um tremor de terra.


Na última sexta (10), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) determinou que oGoverno Federal adote ações necessárias para agilizar a identificação das causas das rachaduras.

 

Artigos Relacionados
COMENTÁRIOS

Olá, deixe seu comentário para YouTuber completa com sucesso o desafio de US $ 100 mil da TERRA PLANA

Enviando Comentário Fechar :/